Mortalmente ferida

“[…] pedimos à produção material, à farmácia, às ciências físicas, o meio de “tomar o paraíso de uma vez”. É esse o propósito das mais diversas drogas, como também do progresso técnico: nossa natureza, mortalmente ferida, em vez de deixar sua chaga ser iluminada pelo sobrenatural, reclama sem fim uma sutura feita com seus próprios artifícios, faz os pontos com um fio manchado por sua corrupção. Assim, nossos desinfetantes infectam. Nossa carne apodrece debaixo de gases cada vez mais magistrais.”

Fabrice Hadjadj em O paraíso à porta

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s