Inevitável

“Porque é preciso que não tenhamos ilusões: o Cristianismo contraria o homem. Aperfeiçoa-o e desenvolve-o, mas contrariando-o. Se, em Caná, a água é transformada em vinho (símbolo de festa), na Ceia, o vinho será mudado em sangue. Há sempre os dois pólos: o pólo do humanismo e do amor de viver, e o pólo da necessidade de morrer para encontrar a Deus. O Evangelho é a transformação da ânsia de felicidade. Se o vosso Cristianismo não impressiona aqueles que vivem à vossa volta, há razões fortes para desconfiar da sua autenticidade e profundidade; como diz P. H. Simon, é “descafeínado”. Nós não impedimos que, no mundo atual, os homens andem numa roda viva nas atividades econômicas, sociais e políticas. Queixamo-nos, dizemos a nós mesmos que o mundo vai mal e que não sabemos aonde irá parar. De quem é a culpa? Se, pelo menos, os cristãos fossem cristãos! Só que o desafio está na cruz! Quando o cristão faz o que tem a fazer, quando é livre com a liberdade de Cristo, a cruz é inevitável.”

François Varillon em Alegria de crer e de viver

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