Quando a confrontação é necessária

“Deixar de confrontar quando a confrontação é necessária para alimentar o desenvolvimento pessoal representa uma falta de amor, tanto quanto a crítica despropositada, a condenação ou outras formas ativas de privação de afeto. Se amam os filhos, os pais devem confrontá-los e criticá-los de vez em quando, cuidadosa e parcimoniosamente talvez, mas ativamente, assim como devem permitir que os filhos os confrontem e critiquem por sua vez. Da mesma forma, os casais que se amam devem confrontar-se um ao outro para que a relação matrimonial sirva a função de promover o desenvolvimento espiritual dos parceiros. Nenhum casamento pode ser considerado verdadeiramente bem sucedido a menos que o marido e a mulher sejam os melhores críticos um do outro. O mesmo se aplica à amizade. Existe um conceito tradicional de que a amizade deve ser livre de conflitos, um acordo de “tu coças-me as costas, eu coço-te as tuas”, apoiada apenas numa troca mútua de favores e elogios, como mandam as boas maneiras. Essas relações são superficiais, fogem à intimidade e não merecem o nome de amizade que se lhes aplica tão vulgarmente. Felizmente, há sinais de que o nosso conceito de amizade começa a aprofundar-se. A confrontação mútua e afetuosa é uma parte significativa de todas as relações humanas bem sucedidas e válidas. Sem ela, a relação não tem êxito ou é pouco profunda.”

M. Scott Peck em O caminho menos percorrido

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s