A verdadeira humildade

“A unidade e a simplicidade do ser, a confiança e a espontaneidade da vida estão em caminho de desaparecer. É por isso que não podes agir, que não tens caráter.
É preciso renunciar a tudo saber, a tudo querer, a tudo abarcar, é preciso fechar-se em alguma parte, contentar-se de alguma coisa, comprazer-se em alguma obra, ousar ser o que se é, resignar de boa vontade tudo quanto não se tem, apegar-se à própria pele, crer na própria individualidade.
A desconfiança de ti próprio te corrói; confia-te, abandona-te, liberta-te, crê e estarás a caminho da cura. A prova de que essa tendência é má está em que ela te torna infeliz e te impede de agir. A incredulidade é a morte; e a ironia de si próprio, como o abatimento, são incredulidade. É mais fácil condenar-se que santificar-se, e o desgosto de si próprio vem mais do orgulho que da humildade… A verdadeira humildade é contentamento.”

Amiel em Diário Íntimo

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