O amor da novidade, o amor da permanência

“O amor da novidade é um sinal de frivolidade, o amor da permanência é um sinal de profundidade. Mas é preciso ter um espírito singularmente forte para ater-se a uma realidade que é sempre idêntica a si mesma e para ser capaz de reconhecê-la e amá-la por trás de todas as formas transitórias que ela não para de nos mostrar, sem se deixar arrastar e seduzir por elas. Quem vive na mudança está sempre dividido de si mesmo, sempre pleno de temor e de nostalgia; quem vive num presente imóvel está concentrado e unificado. Só este último é capaz de conhecer a alegria verdadeira. O desejo e a insatisfação criam o tempo: o sábio o esquece porque o presente lhe basta; o santo o ultrapassa porque o presente lhe dá a eternidade.”

Louis Lavelle em A consciência de si

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