Nunca me perdoou

“Ela queria colocar a culpa em mim, nas minhas faltas constantes. Eu lhe cortei a palavra. Encarei-a e senti sua respiração na minha nunca, quando ela bufou “Assine!” naquela época. Vi seu sorriso depois de eu ter rasgado o contrato. Mostrei a ela os orçamentos errados, as premissas erradas, as interpretações erradas dos dados. Eu lhe mostrei os erros, um por um. Eu os repeti. Eu os declamei. Eu acabei com Ruth Adamek, que nunca me perdoou por eu não ter caído nas graças de sua minissaia.”

Pascal Mercier em A partitura do adeus

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