Não há em mim amor, nem desejo de amor

“E ele é sempre o mesmo, apenas se tornou mais funda a ruga que tem entre as sobrancelhas, possui mais cabelos grisalhos nas têmporas, mas o seu olhar profundo e atento está continuamente afastado de mim por uma nuvem que o tolda. Eu sou a mesma, porém não há em mim amor, nem desejo de amor. Não há necessidade de trabalho, nem satisfação comigo mesma. E parecem-me tão distantes e impossíveis os antigos êxtases religiosos, o antigo amor por ele, a antiga plenitude da existência. Eu não compreenderia agora aquilo que antes me parecia tão claro e justo: ser uma felicidade viver para outrem. Por que para outrem, quando não se tem vontade de viver mesmo para si?”

Tolstói em Felicidade conjugal

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