Amar era pouco para mim

“Eu o amava não menos que antes, e não menos que antes era feliz com o seu amor; mas o meu amor deteve-se e não crescia mais, e, além do amor, não sei que novo sentimento inquieto começava a penetrar-me a alma. Amar era pouco para mim, depois que eu experimentara a felicidade de apaixonar-me por ele. Eu queria movimento, e não uma fluência tranquila da vida. Queria inquietação, perigos e autossacrifício em prol do sentimento. Havia em mim um excesso de força, que não encontrava lugar em nossa vida sossegada. Assaltavam-me repentes de angústia, que eu procurava esconder dele, como algo ruim, e repentes de ternura desenfreada e alegria, que o assustavam.”

Tolstói em Felicidade conjugal

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