Amor verdadeiro

“Mas diz-me uma coisa: pode haver relações entre a temperança e o prazer excessivo?
– Como poderia? Se este não excita menos o espírito do que a dor?
– E com as outras virtudes?
– De modo algum.
– Como assim? E com a insolência e a licença?
– Acima de tudo.
– Sabes de alguns prazeres maiores e mais penetrantes que os afrodisíacos?
– Não sei – respondeu ele – nem que sejam de maior fúria.
– Porém o amor verdadeiro, por sua natureza ama com moderação e harmonia a ordem e a beleza?
– Absolutamente – confirmou ele.
– Logo, nada de furioso ou de aparentado com a libertinagem deve aproximar-se do amor verdadeiro.”

Platão em A República

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