Perdição

“caminhava para a minha perdição, com cegueira tal, que me envergonhava, diante de meus companheiros, de parecer menos depravado que os outros, quando os ouvia exaltando as própria infâmias, tanto mais dignas de glória quanto mais infames eram; eu queria fazer o mesmo, não só pelo fato em si, mas pelo louvor que disso resultava.
Nada é tão digno de censura como o vício; no entanto, para não ser censurado, eu mergulhava ainda mais no vício; quando não podia me igualar a meus companheiros corruptos, fingia ter praticado o que não praticara, para não parecer desprezível pela inocência ou ridículo por ser casto.”

Santo Agostinho em Confissões

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