Ah, por quê?

“Que fatalidade me prende a essa mulher? Não existem mil outras desejosas de minhas atenções? Que lhes corresponderiam prontamente? Mesmo que nenhuma delas tivesse o valor que tem essa, o atrativo da variedade, a graça das novas conquistas, o prestígio da quantidade já não constituem prazeres bastante doces? Por que correr atrás de quem os foge e negligenciar quem nos aparece? Ah, por quê?”

Choderlos de Laclos em As relações perigosas

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