Impotente diante do mal

“Os filósofos judeus têm ensinado que, para salvaguardar nossa liberdade necessária, Deus mostra sua presença na história mais por meio do comedimento do que da força. Como um pai que se mostra indulgente com um filho que se comporta mal, por meio de sua inação, Deus exibe poder além da força bruta. Deliberadamente, ele se prende a grilhões e se torna impotente diante do mal para que nossa dignidade seja preservada e nossa liberdade, garantida. Segundo a metáfora surpreendente de Berkovitz, Deus não pode “ameaçar” a humanidade para que ela se torne boa. Portanto, em vez de perguntarmos “Por que Deus está silencioso?”, devemos inquirir “O que acontece conosco no silêncio de Deus?”.”

Richard Schoch em A história da (in)felicidade

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