Não somos suficientes

“Quando amamos não somos suficientes, confusos, mudamos os nossos horários para uma fresta, não queremos nos ocupar para permanecermos livres em caso de uma surpresa. Mexemos o braço de um corpo que já não é nosso. Antendemos ao telefone em reunião, despertamos o interesse pelos ralos e bordas e paredes manchadas.
Somos aquilo que vivíamos criticando em nossos amigos: a espera resignada por alguém. A submissão.”

Fabrício Carpinejar em Borralheiro

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