Religiosidade do terceiro mundo

“Boa parte do fenômeno religioso do Brasil e da América Latina ainda é pré-moderno, e quando muito, moderno. Isto é, a religiosidade do terceiro mundo é mágica, mística, profundamente marcada pelas categorias das religiões indígenas e afro. Somos o povo das superstições, das mandingas, das simpatias. Ainda fazemos despachos nas esquinas, pulamos ondinhas na passagem de ano e lançamos flores ao mar para Iemanjá, fazemos correntes de oração e jejuns, subimos escadas de joelhos pagando promessas, acendemos velas, ungimos portas de casas com óleo e deixamos a Bíblia aberta no Salmo para afastar espíritos malignos, damos dinheiro na igreja para impedir a ação dos gafanhotos devoradores do dinheiro dos crentes, engrossamos romarias à Fátima, Lourdes e Aparecida do Norte, cultuamos o Padre Cícero e nos regozijamos com a canonização do Frei Galvão.”

Ed René Kivitz,
pastor da Igreja Batista da Água Branca

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