Descrença inconsciente

“O mais óbvio estilo de vida comportamental relacionado com a descrença é o de levar a vida como se Deus não existisse – o jeito de viver mais comum hoje em dia, pelo menos no extremamente materialista mundo ocidental. Essa é uma forma de descrença inconsciente, não um procedimento deliberado de abandonar a fé. Os cristãos, inclusive eu, com demasiada facilidade passam a vida como ateus práticos, vivendo como se fossem os senhores de seu destino. Qualquer sensação de dependência de Deus, da qual falava Schleiermacher, quase não existe numa época em que o bem-estar parece depender muito mais de especialistas médicos, ou dos controladores de tráfego aéreo, ou dos caprichos da bolsa de valores.”

Ruth Tucker em Fé e Descrença