A onipotência Divina

“O que o Livro de Jó proclama é que Deus nada deve a seus adoradores – decerto não lhes presta conta de seus atos. A onipotência divina inclui o poder do capricho e da extravagância, de fazer milagres e ignorar a lógica da necessidade à qual os seres inferiores só podem obedecer. Deus pode bater quando quiser, e se deixa de bater é somente porque é a Sua (boa, benigna, benevolente) vontade. A ideia de que os seres humanos possam controlar a ação de Deus de alguma forma, incluindo a obediência cega e fiel aos Seus mandamentos e a adesão literal à Lei Divina, é uma blasfêmia.”

Zygmunt Bauman em Vidas Desperdiçadas

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