Competição religiosa

“Por isso, a religião estará presente no século XXI. Nela abrigar-se-á o refúgio e o consolo dos dependentes, a verdadeira fonte de dignidade humana.

O problema estará na grande variedade de religiões. Um verdadeiro mercado religioso já está aí, em que todos querem competir. A competição é perigosa, pois tende a rebaixar todas as religiões. Para melhor concorrer e aumentar a audiência, todas as religiões deixam-se orientar pelos desejos das massas. Todas as religiões são atraídas pelo nível mais baixo. Acontece na religião o que vem caracterizando a TV: para ganhar audiência, precisa “baixar o nível”, aceitando a vulgaridade.

A Igreja Católica não está imunizada dessa tentação. Há grupos católicos seduzidos pelo sucesso da Universal, que pretendem competir com ela, mediante a simples exploração dos sentimentos religiosos mais primitivos: excitar o medo dos demônios e o desejo da saúde, com o fim de fazer sucesso (também financeiro).”

Jose Comblin em Desafios aos Cristãos do Século XXI

 

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