As pessoas más

“As pessoas más odeiam a luz porque os revela a si próprios. Odeiam a bondade porque revela a sua maldade; odeiam o amor porque revela a sua preguiça. Destroem a luz, a bondade e o amor para evitarem a dor dessa consciência.”

M. Scott Peck em O caminho menos percorrido

É o que é

É absurdo
diz a razão
É o que é
diz o amor

É infelicidade
diz o calculo
É somente dor
diz o medo
É vão
diz o juízo
É o que é
diz o amor

É ridículo
diz o orgulho
É atrevido
diz a prudência
É impossível
diz a experiência
É o que é
diz o amor

Erich Fried

Amor só existe

“Amor só existe quando é visível, concreto e palpável. Amor tem sabor, cheiro, textura. Amor é um bilhete, uma ligação, uma lembrança, é tempo e espaço, é um doce, um sorriso, uma festa. Uma escolha difícil para um bem maior. Amor é proteção, atenção, cuidado, educação. Amor precisa de humildade, disponibilidade, dedicação. Fora estas condições, sejamos honestos: não há amor. Pode haver uma intenção de amor, um desejo por aquele amor, um sonho guardado no fundo da alma. Mas, fica para outra vida. Nesta e agora, não há amor. Há sim, outros interesses, conflitos e vantagens que têm a preferência, que são mais fortes e importantes na vida da pessoa do que amar. E cortemos por aqui as conversas patéticas sobre “eu te amo…” quando nada comprova esta afirmação.

Amar é empenho, esforço, investimento. Amor custa caro e requer o mesmo trabalho tanto que se ame um filho como outra pessoa, ou até mesmo um cachorro. Amor exige nossa saída da zona de conforto, sair do ego e suas vantagens. Pode haver simpatia, sonho vago e dourado, mas sem o comportamento apropriado, nada de amor.”

Adriana Tanese

Alegria suprema

“Independentemente do que chamarem, o amor genuíno, com toda a disciplina que exige, é o único caminho nesta vida para a alegria suprema. Siga-se outro caminho e poderão encontrar-se raros momentos de alegria extática, mas serão passageiros e cada vez mais fugidios. Quando amo verdadeiramente estou a prolongar-me, e ao prolongar-me estou a desenvolver-me. Quanto mais amo, quanto mais tempo amo, maior me torno. O amor genuíno é autocompensador. Quanto mais fomento o desenvolvimento espiritual doutros, mais o meu desenvolvimento espiritual é fomentado.”

M. Scott Peck em O caminho menos percorrido

Quando a confrontação é necessária

“Deixar de confrontar quando a confrontação é necessária para alimentar o desenvolvimento pessoal representa uma falta de amor, tanto quanto a crítica despropositada, a condenação ou outras formas ativas de privação de afeto. Se amam os filhos, os pais devem confrontá-los e criticá-los de vez em quando, cuidadosa e parcimoniosamente talvez, mas ativamente, assim como devem permitir que os filhos os confrontem e critiquem por sua vez. Da mesma forma, os casais que se amam devem confrontar-se um ao outro para que a relação matrimonial sirva a função de promover o desenvolvimento espiritual dos parceiros. Nenhum casamento pode ser considerado verdadeiramente bem sucedido a menos que o marido e a mulher sejam os melhores críticos um do outro. O mesmo se aplica à amizade. Existe um conceito tradicional de que a amizade deve ser livre de conflitos, um acordo de “tu coças-me as costas, eu coço-te as tuas”, apoiada apenas numa troca mútua de favores e elogios, como mandam as boas maneiras. Essas relações são superficiais, fogem à intimidade e não merecem o nome de amizade que se lhes aplica tão vulgarmente. Felizmente, há sinais de que o nosso conceito de amizade começa a aprofundar-se. A confrontação mútua e afetuosa é uma parte significativa de todas as relações humanas bem sucedidas e válidas. Sem ela, a relação não tem êxito ou é pouco profunda.”

M. Scott Peck em O caminho menos percorrido

Para ler antes de morrer

O caminho menos percorrido / M. Scott Peck

Um copo de cólera / Raduan Nassar

Diário Íntimo / Henri-Frédéric Amiel

As afinidades eletivas / Goethe

Amor, liberdade e solitude / Osho

A senhoria / Dostoiévski

Discipulado / Dietrich Bonhoeffer

Um pequeno herói / Dostoiévski

Noites brancas / Dostoiévski

Maturidade / Osho

As obras do amor / Sören Kierkegaard

Intimidade / Osho

A consciência de si / Louis Lavelle

Na beleza dos lírios / John Updike

Liberdade / Osho

O último dia de um condenado / Victor Hugo

Jesus, a biografia / Jean-Christian Petitfils

De verdade / Sándor Márai

Nova História de Mouchette / Georges Bernanos

O Erro de Narciso / Louis Lavelle

Paulo de Tarso – História de um Apóstolo /
Jerome Murphy-O’Connor

Podeis beber o cálice? / Henri Nouwen

Sinceridade e Autenticidade / Lionel Trilling

A Partitura do Adeus / Pascal Mercier

Antes que você morra / Osho

Temor e tremor / Sören Kierkegaard

Felicidade conjugal / Tolstói

Pensamentos / Pascal

Da mentira / Gabriel Liiceanu

A Sonata a Kreutzer / Tolstói

A hora da estrela / Clarice Lispector

Recordações da Casa dos Mortos / Dostoiévski

Os sofrimentos do jovem Werther / Goethe

Do Corpo / André Comte-Sponville

O Duplo / Dostoiévski

A filosofia da adúltera / Luiz Felipe Pondé

O falecido Mattia Pascal / Luigi Pirandello

Exercícios de admiração / Emil Cioran

Sob o Sol de Satã / Georges Bernanos

A vida intelectual / A.D. Sertillanges

Niétotchka Niezvânova / Dostoiévski

Nos cumes do desespero / Emil Cioran

A Divina Comédia / Dante Alighieri

Breviário de decomposição / Emil Cioran

Confissões / Santo Agostinho

A vida como ela é… / Nelson Rodrigues

O homem à procura de si mesmo / Rollo May

O idiota / Fiódor Dostoiévski

Ética a Nicômaco / Aristóteles

O informe de Brodie / Jorge Luis Borges

O Homem Medíocre / José Ingenieros

Miscelânea de Opiniões e Sentenças / Friedrich Nietzsche

A Peste / Albert Camus

Elogio da Sombra / Jorge Luis Borges

As relações perigosas / Choderlos de Laclos

O livro de areia / Jorge Luis Borges

Outras inquisições / Jorge Luis Borges

Lições de Feitiçaria / Rubem Alves

Ficções / Jorge Luis Borges

Nelson Rodrigues por ele mesmo / organizado por Sonia Rodrigues

Luz em Agosto / William Faulkner

A Confissão da Leoa / Mia Couto

Carta ao pai / Franz Kafka

A metamorfose / Franz Kafka

O assassinato de Cristo / Wilhelm Reich

Apresentação da Filosofia / André Comte-Sponville

Nove ensaios dantescos & a memória de Shakespeare /
Jorge Luis Borges

História da eternidade / Jorge Luis Borges

O Aleph / Jorge Luis Borges

Do sentimento trágico da vida / Miguel de Unamuno

Sobre o Amor / Carl Gustav Jung

Estudos sobre o Amor / Ortega y Gasset

Os Irmãos Karamázov / Fiódor Dostoiévski

O futuro de uma ilusão / Sigmund Freud

Livro do Desassossego / Fernando Pessoa

Crime e Castigo / Fiódor Dostoiévski

A alma imoral / Nilton Bonder

Pedagogia da Tolerância / Paulo Freire

A Coragem de Criar / Rollo May

A Náusea / Jean-Paul Sartre

O Eleito / Thomas Mann

Humano, demasiado humano / Friedrich Nietzsche

A queda / Albert Camus

A trégua / Mario Benedetti

O estrangeiro / Albert Camus

Bom Dia, Angústia! / André Comte-Sponville

Divórcio em Buda / Sándor Márai

O suspiro dos oprimidos / Rubem Alves

Fahrenheit 451 / Ray Bradbury

A tirania da penitência / Pascal Bruckner

Auto-engano / Eduardo Giannetti

Senhorita Christina / Mircea Eliade

Amor Líquido / Zygmunt Bauman

Clarice, / Benjamin Moser

A história da (in)felicidade / Richard Schoch

Culpa e Graça / Paul Tournier

O último voo do flamingo / Mia Couto

Palmeiras Selvagens / William Faulkner

A Euforia Perpétua / Pascal Bruckner

1984 / George Orwell

O quanto é preciso ser bom? / Harold Kushner

Pedagogia da autonomia / Paulo Freire

Educação como prática da liberdade / Paulo Freire

Pedagogia do Oprimido / Paulo Freire

Trem Noturno para Lisboa / Pascal Mercier

O Paradoxo amoroso / Pascal Bruckner

O Amor / André Comte-Sponville

As Brasas / Sándor Márai

O Caminho para a Distância / Vinicius de Moraes

Vita Brevis / Jostein Gaarder

Gente Pobre / Fiódor Dostoiévski

O espírito do ateísmo / André Comte-Sponville

Contra um Mundo Melhor / Luiz Felipe Pondé

As Veias Abertas da América Latina / Eduardo Galeano

Um Homem Chamado Jesus / Frei Betto

Do amor e outros demônios / Gabriel García Márquez

O Amor a Solidão / André Comte-Sponville

Eugénie Grandet / Honoré de Balzac

Lavoura Arcaica / Raduan Nassar

A Noite / Elie Wiesel

O Jesus que eu nunca conheci / Philip Yancey

Dom Casmurro / Machado de Assis

É isto um Homem? / Primo Levi

A Elegância do Ouriço / Muriel Barbery

Jesus antes do Cristianismo / Albert Nolan

A Insustentável Leveza do Ser / Milan Kundera

Cristianismo Pagão? / Frank Viola e George Barna

A Bíblia que Jesus lia / Philip Yancey

Matar nossos deuses – Em que Deus acreditar? /
José María Mardones

A Fome da Alma / James Houston

Antes de Nascer o Mundo / Mia Couto

Um Certo Capitão Rodrigo / Erico Verissimo

Grande Sertão: Veredas / João Guimarães Rosa

Ana Terra / Erico Verissimo

Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra / Mia Couto

Morte e Vida Severina / João Cabral de Melo Neto

Deus em Busca do Homem / Abraham Joshua Heschel

Em 6 Passos O Que Faria Jesus / Paulo Brabo

Religião e Repressão / Rubem Alves

Para Viver um Grande Amor / Vinícius de Moraes

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes / André Comte-Sponville

Pelas Praias do Mundo / Pablo Neruda

Cantos do Pássaro Encantado / Rubem Alves

A Piedade Pervertida / Ricardo Quadros Gouvêa

O Evangelho Maltrapilho / Brennan Manning

Memórias Póstumas de Brás Cubas / Machado de Assis

Para nascer nasci / Pablo Neruda

O outro pé da sereia / Mia Couto

Raízes do Brasil / Sérgio Buarque de Holanda

Repintando a Igreja / Rob Bell

Vidas secas / Graciliano Ramos

Uma Ortodoxia Generosa / Brian McLaren

Para curar um mundo fraturado / Jonathan Sacks

Se eu pudesse viver minha vida novamente… / Rubem Alves

A morte de Ivan Ilitch / Liev Tolstói

Aprender a viver / Luc Ferry

Notas do Subterrâneo / Fiódor Dostoiévski

Quando tudo não é o bastante / Harold Kushner

Confesso que vivi / Pablo Neruda

O Schabat / Abraham Joshua Heschel

Cem sonetos de amor / Pablo Neruda

O Amor esquece de começar / Fabrício Carpinejar

A vida humana / André Comte-Sponville

Alma Sobrevivente / Philip Yancey

A maior parte dos homens

“O que é raríssimo é a justeza de espírito, a ordem, o método, a crítica, a proporção, a nuança. O estado comum dos pensamentos é o desconcerto, a confusão, a incoerência, a presunção; o estado comum dos corações é o estado passional, a impossibilidade de ser equitativo, imparcial, acessível, aberto. As vontades precedem sempre a inteligência: os desejos precedem a vontade, e o acaso gera os desejos; de modo que as pessoas não exprimem senão opiniões fortuitas que não merecem ser levadas a sério, e que não têm outras razões a dar senão este argumento pueril: “Sou, porque sou”. A arte de chegar ao verdadeiro é muito pouco praticada, não é mesmo conhecida, porque não há humildade pessoal, nem mesmo amor ao verdadeiro. Queremos muito os conhecimentos que nos armem a mão ou a língua, e que sirvam à nossa vaidade ou à nossa necessidade de força; mas a crítica de nós mesmos, dos nossos preconceitos ou das nossas inclinações, nos é antipática. O homem é um animal voluntário e concupiscente que se lança ao exterior, e se serve do pensamento para satisfazer as suas inclinações, mas que não serve a verdade, que abomina a disciplina pessoal, que detesta a contemplação desinteressada e a ação sobre si próprio. Irrita-o a sabedoria, porque o põe em confusão e porque ele não quer ver-se tal como é.
A maior parte dos homens não são mais do que novelos emaranhados, teclados incompletos; caos tórpidos ou violentos, ridículos exemplares da verdadeira espécie, pavorosas criaturas do ideal. O que torna quase irremediável a sua situação é que eles se comprazem nela.
Não é possível curar um enfermo que se acredita em perfeita saúde.”

Amiel em Diário Íntimo